Morre aos 92 anos Reverendo Moon, fundador da igreja da Unificação


Sun Myung Moon, reverendo e fundador da Igreja da Unificação, e dono de um bilionário grupo de empresas de comunicação com ramificações em diversas outras áreas, entre elas, armas e saúde, morreu neste domingo segundo a agência sul-coreana Yonhap. Moon estava internado há duas semanas por causa de uma pneumonia em um hospital que pertencia à igreja perto de sua casa em Gapyeong, no nordeste de Seul. Sua mulher e filhos estavam ao seu lado.
O reverendo tinha sido transferido na semana passada do hospital St Mary de Seul, onde deu entrada em meados de agosto em terapia intensiva, para um centro médico pertencente à seita, no leste da capital sul-coreana. "Estava esgotado nos últimos meses, pois apesar de sua idade, viajou todos os meses aos Estados Unidos", explicou o porta-voz da Igreja da Unificação, confirmando a notícia da morte do reverendo.
Nascido em 1920 na província de Pyongan, na atual Coreia do Norte, Moon dizia ter sido preso e torturado pelos comunistas antes de fugir para a Coreia do Sul. O reverendo fundou o movimento religioso em 1954, depois de sobreviver à Guerra da Coreia. Ele pregava novas interpretações das lições da Bíblia.
O reverendo deixou 14 filhos, muitos dos quais trabalham em seu império. Hyung Jin Moon, o caçula dos homens, o sucedeu em 2008, então com 28 anos, à fente do movimento.
A origem da seita está relacionada à crença de que Moon, aos 16 anos, encontrou-se com Jesus, que o teria inspirado a desenvolver uma doutrina que defende o trabalho e o fortalecimento do casamento e da família como princípios fundamentais do ser humano.
Segundo o site Huffington Post, a igreja ganhou notoriedade e fama nas décadas de 1970 e 1980 por realizar casamentos em massa de milhares de fiéis, muitas vezes de diferentes países, a quem Moon combinava em uma tentativa de construir um mundo religioso multicultural.
A organização reivindica pregar em 200 países para 3 milhões de seguidores que se referem a Moon como "o verdadeiro pai" e o consideram "o único Messias da história humana".
Seus ensinamentos são baseados na Bíblia, mas com novas interpretações, e são considerados heréticos por algumas organizações cristãs. "A visão de Deus de Moon é essencialmente coreana, combinando xamanismo e padrões familiares confucianos ao modelo cristão", escreveu Michael Breen em seu livro, The Koreans. "Seu Deus é o pai misericordioso que sofre em uma agonia solitária em um mundo de crianças más", explicou o autor.
Sun Myung Moon foi um dos fundadores do jornal americano Washington Times e chegou a passar 11 meses preso nos Estados Unidos, condenado por evasão fiscal em 1982. Ao sair da penitenciária, ele reforçou uma campanha por liberdade religiosa ao lado de outras igrejas americanas. Considerado líder de um culto perigoso por seus críticos, ele era proibido de entrar na Grã-Bretanha desde 1995.
Anticomunista fervoroso, o reverendo foi um colaborador próximo do presidente americano Richard Nixon, na década de 70. Nos Estados Unidos, Moon fundou diversas empresas e era um grande proprietário de imóveis de luxo.
Em 2003, o empresário e líder religioso provocou ira ao dizer em um sermão que o Holocausto teria sido o pagamento dos judeus por terem assassinato Jesus Cristo.
No Brasil 
A seita estaria presente em mais de 120 países e teria, segundo seus seguidores, mais de 5 milhões de fiéis em todo o mundo. No Brasil a igreja tem forte presença e, no Mato Grosso do Sul, foi investigada em 2002 por lavagem de dinheiro.
A Igreja da Unificação do reverendo Moon, através da Associação das Famílias para a Unificação e a Paz Mundial, instalou-se, nos anos 90, em área situada em municípios do sudoeste de Mato Grosso do Sul, chegando a ter um total de 16 fazendas. Um dos projetos mais conhecidos é a fazenda New Hope, de 22 mil hectares. A igreja também investe em esporte, possuindo seis times de futebol, sendo dois no Brasil: o Atlético Sorocaba (SP) e o CENE, de Campo Grande (MS).
O movimento foi acusado pelo Ministério Público Federal brasileiro de lavagem de dinheiro e ameaça à soberania nacional. Críticos acusam o grupo de lavagem cerebral, messianismo, anti-semitismo, tráfico de armas e até abuso sexual das mulheres que entram na seita.
Com informações de agências internacionais.

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