Igreja católica admite 620 casos de pedofilia na Austrália


Papa Bento XVI faz carinho em um coala em visita à Austrália em 2008
Papa Bento XVI faz carinho em um coala em visita à Austrália em 2008 Foto: POOL / REUTERS
O Globo,Com agências internacionais

CAMBERRA - A cúpula da Igreja católica na Austrália confirmou neste sábado ao menos 620 casos de pedofilia cometidos por religiosos desde 1930. A revelação foi feita pelo arcebispo de Melbourne, Denis Hart, que classificou os abusos como “horríveis e vergonhosos”. Os registros dos crimes foram entregues a uma comissão do Parlamento do estado de Victoria, no sudeste do país, que investiga casos de pedofilia cometidos em diversas ordens religiosas.
Em um comunicado, Hart disse que a maioria dos casos ocorreu entre a década de 60 e a de 80. Nos últimos 20 anos, apenas 13 abusos foram registrados. O religioso acrescentou que a Igreja irá colaborar completamente com a comissão parlamentar que investiga os casos e que há suspeitas sobre outras 45 denúncias.
- Na comissão, estamos abertos a combater os abusos horríveis que ocorreram em Victoria e em outras partes do país. É um trauma e uma vergonha que esses abusos tenham acontecido, com um impacto dramático sobre as vítimas e suas famílias - disse Hart à emissora ABC.
Segundo associações de vítimas de pedofilia, se todos os casos foram investigados, o número de abusos pode passar de 6 mil no estado de Victoria. Em sua visita à Austrália, em 2008, o Papa Bento XVI se reuniu com algumas das vítimas e pediu desculpas pelos crimes cometidos por religiosos.
A Igreja católica da Austrália se une a da Irlanda, da Holanda, da Alemanha e dos EUA ao admitir uma série de casos de abusos de padres, bispos e funcionários. Em 2010, o Papa ordenou tolerância zero para crimes praticados por religiosos.

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